quarta-feira, 17 de junho de 2009

Borboletas


Soltemo-las!
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domingo, 14 de junho de 2009

Azedas


Em criança rebolava pelo campo de mãos abertas
agarrando todas as que me cabiam no abraço,
no tamanho do peito.
Sugava-lhes os caules, desde o gosto da terra até à flor.
E, de barriga para o ar, segurando a vida nesse braçado,
- não sei se do sol, do calor ou das flores-
vinham borboletas visitar as minhas caretas... Azedas!
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Eu não sabia.
Contava o avô velho que viviam intensamente e muito pouco,
que era bater de asas de um só dia,
que se cansavam muito e, à noite, morriam...
Eu entristecia.
Entardecia.
O avô velho sorria e embalava-me nas asas mágicas das borboletas.
Eu morria, cansada, naquelas mãos cheias perfumadas de erva.
Eu morria e não sabia que, no sono, sonhava com elas.
Era o tempo das "azedas"doces e elas visitavam-me todos os dias.
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E eu não sabia.
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Não sabia que as borboletas vivem tudo só por um dia.
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(homenagem a mais uma "borboleta", cansada de sugar as azedas da vida.)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Oásis


No blog A Aldeia da Minha Vida está a decorrer uma postagem colectiva em que participei com uma foto dos arredores de casa.
Aproveitei-a para experimentar uns borrões de paisagem.
Cheguei à conclusão que é muito fácil destruír a "luz" das paredes das casas...
E que, sem luz e sombra, se perde profundidade...
A foto também está aqui.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Outra cara de riscos

Acabei de concluir que isto não é nada fácil...
Mesmo assim, é mais fácil desenhar meninas do que meninos, mais fácil desenhar bocas fechadas do que bocas abertas - os dentes são cá uma chatice...!
E não é nada fácil desenhar 2 olhos em proporção, como se pode ver...
Só mais uma coisinha: pestanas são "impossíveis"!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cara de riscos


Uma primeira tentativa de expressão.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Rolamentos

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Isto não era mesmo brincadeira de meninas…
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Engenharia pura. Da mecânica, provavelmente.
E de elaboração complicada.
Chegava a demorar toda uma manhã!
Tábuas fortes e bem pregadas, para aguentar a trepidação provocada pela velocidade, na descida.
Um baraço à maneira, que aguentasse o zig-zag por entre as pedras da ladeira, era fundamental como guiador (ou volante, se quiserem).
Bem preso na direcção, com nós de jeito, daqueles dos pescadores.
Perder o controle durante a viagem, seria catastrófico! Só restariam os travões de calcanhar para evitar o voo que acabaria, de certeza, em nariz e joelhos sangrando.
Nas rodas, o grande segredo do veículo: aqueles cilindros brilhantes de aço, com esferas por dentro, que não se cansavam de rolar.
Pois. Os rolamentos. Davam “asas” aos carrinhos que rasavam o chão.
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Lá na rua, ainda não tinham inventado os skates, nem o alcatrão.

domingo, 17 de maio de 2009

Meias de lama


Depois da chuva, a rua era inundada de oceanos.
Imensos oceanos.
Assim que secavam as nuvens
e antes que secassem as poças d´agua, a “malta” assaltava as carpintarias, à procura de restos de madeira, ainda não feita em serradura…
Com isso, alguns pregos já sem uso e umas boas marteladas nos polegares, se construíram os mais fabulosos navios.
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Aportámos em ilhas desertas!
Lutámos contra os mais ferozes piratas!
Vencemos as mais perigosas tempestades!
Tivemos autênticas batalhas navais, dignas de Sir Francis Drake!
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Oceanos imensos, os da minha rua.
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No fim da tarde lá recolhíamos a casa, com meias de lama, prontos para o ralhete…