Domingo, 19 de Julho de 2009

Variando de riscos

De repente, por um ou dois dias, cansei-me da delicadeza minúscula das minhas "meninas"...

Colei na parede um papel grande e pus-me, de longe, a largar pinceladas. Até porque...

...as tintas compradas nos chineses têm duração limitada!

No meu imaginário, desenhei papoilas e cidades.
Depois, descontente com os borrões, cortei-os em pedacinhos e...

..."fiz" umas construcões.
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(Isto passa...)

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Uma corda delas


Lilás e verde como violetas.
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As minhas meninas adoram brincar "à vida..."

Domingo, 28 de Junho de 2009

Lá na rua

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Eram brincadeiras "mais" de meninas...

Outras, "mais" de meninos...

Mas desenhámos muitas vezes o "manecas" com a ajuda do pau do arco, que eles, generosamente, nos emprestavam para riscar no chão. Com muitas recomendações...
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Era o mesmo céu que nos protegia a todos.

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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Malmequer


Continuo experimentando cores...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Borboletas


Soltemo-las!
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Domingo, 14 de Junho de 2009

Azedas


Em criança rebolava pelo campo de mãos abertas
agarrando todas as que me cabiam no abraço,
no tamanho do peito.
Sugava-lhes os caules, desde o gosto da terra até à flor.
E, de barriga para o ar, segurando a vida nesse braçado,
- não sei se do sol, do calor ou das flores-
vinham borboletas visitar as minhas caretas... Azedas!
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Eu não sabia.
Contava o avô velho que viviam intensamente e muito pouco,
que era bater de asas de um só dia,
que se cansavam muito e, à noite, morriam...
Eu entristecia.
Entardecia.
O avô velho sorria e embalava-me nas asas mágicas das borboletas.
Eu morria, cansada, naquelas mãos cheias perfumadas de erva.
Eu morria e não sabia que, no sono, sonhava com elas.
Era o tempo das "azedas"doces e elas visitavam-me todos os dias.
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E eu não sabia.
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Não sabia que as borboletas vivem tudo só por um dia.
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(homenagem a mais uma "borboleta", cansada de sugar as azedas da vida.)

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Oásis


No blog A Aldeia da Minha Vida está a decorrer uma postagem colectiva em que participei com uma foto dos arredores de casa.
Aproveitei-a para experimentar uns borrões de paisagem.
Cheguei à conclusão que é muito fácil destruír a "luz" das paredes das casas...
E que, sem luz e sombra, se perde profundidade...
A foto também está aqui.
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Outra cara de riscos

Acabei de concluir que isto não é nada fácil...
Mesmo assim, é mais fácil desenhar meninas do que meninos, mais fácil desenhar bocas fechadas do que bocas abertas - os dentes são cá uma chatice...!
E não é nada fácil desenhar 2 olhos em proporção, como se pode ver...
Só mais uma coisinha: pestanas são "impossíveis"!!!

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Cara de riscos


Uma primeira tentativa de expressão.
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Rolamentos

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Isto não era mesmo brincadeira de meninas…
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Engenharia pura. Da mecânica, provavelmente.
E de elaboração complicada.
Chegava a demorar toda uma manhã!
Tábuas fortes e bem pregadas, para aguentar a trepidação provocada pela velocidade, na descida.
Um baraço à maneira, que aguentasse o zig-zag por entre as pedras da ladeira, era fundamental como guiador (ou volante, se quiserem).
Bem preso na direcção, com nós de jeito, daqueles dos pescadores.
Perder o controle durante a viagem, seria catastrófico! Só restariam os travões de calcanhar para evitar o voo que acabaria, de certeza, em nariz e joelhos sangrando.
Nas rodas, o grande segredo do veículo: aqueles cilindros brilhantes de aço, com esferas por dentro, que não se cansavam de rolar.
Pois. Os rolamentos. Davam “asas” aos carrinhos que rasavam o chão.
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Lá na rua, ainda não tinham inventado os skates, nem o alcatrão.

Domingo, 17 de Maio de 2009

Meias de lama


Depois da chuva, a rua era inundada de oceanos.
Imensos oceanos.
Assim que secavam as nuvens
e antes que secassem as poças d´agua, a “malta” assaltava as carpintarias, à procura de restos de madeira, ainda não feita em serradura…
Com isso, alguns pregos já sem uso e umas boas marteladas nos polegares, se construíram os mais fabulosos navios.
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Aportámos em ilhas desertas!
Lutámos contra os mais ferozes piratas!
Vencemos as mais perigosas tempestades!
Tivemos autênticas batalhas navais, dignas de Sir Francis Drake!
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Oceanos imensos, os da minha rua.
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No fim da tarde lá recolhíamos a casa, com meias de lama, prontos para o ralhete…

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

...E riscos!


Juro que tentei um desenho certo, exacto, limpinho...
Nem que fosse por uma questão de exercício de mãos, de dedos, de cores...
Nem que fosse para experimentar, para ver se era capaz...
Tentei reproduzir a "coisa", precisamente como a via: perfeita!
E depois de um grande aborrecimento a tentar copiar o que a natureza faz muito melhor que eu, não resisti a pôr uns "borrões" por cima...
Decididamente, o perfeito não me cabe.
Não tento mais!!!

Sábado, 2 de Maio de 2009

Menino

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Era uma rua feita de barro e terra.
Pedras rolantes, ladeira abaixo.
Era uma rua com trilhos serpenteantes, feitos dos nossos pés descalços.
Era uma rua de brincar, onde se vivia.
Com a sirene do peixe soando ao meio-dia e o cheiro da sardinha fresca nos dedos delas e as tamancas repletas de escamas brilhantes.
Era uma rua feita de barro e terra e mercearias e rebuçados de mel.
Era uma rua de brincar, onde se vivia.
Na rua ao lado vivia o mar, na babuja do estaleiro.
Eles, no sol da tarde, esticando as redes na avenida desenleando limos, de navete tecendo buracos e atirando à malta as bóias velhas, quando a cortiça delas já morria.
A alma dos carrinhos de cana! Era isso que a malta queria!
Os “pneus”, encaixados com arames, fortes e folgados, a dar “direcção”.
O “volante”, ajustado no nó de crescimento da cana, permitindo curvas.
E descíamos ladeira abaixo serpenteando, trilhando, voando, conduzindo o carro mais importante do mundo!
Era uma rua feita de barro e terra e mercearias e rebuçados de mel e gente com cheiro a sardinha fresca.
Era uma rua de brincar, onde se vivia.
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Mais uma...


Sábado, 25 de Abril de 2009

Menina de Abril.

Indecisa.
Mesmo indecisa.
Entre datas e cores.
Vermelho ou encarnado?
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Rosa pálido, talvez...
Cravo sem cor.
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(Para o meu filho, que não tem culpa nenhuma de ter nascido a 25.)
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- João, o meu Abril és tu!
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Menina de Abril



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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Riscando a pincel


Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Variações em T

o desenho, digitalizado, perdeu cor...


a foto do desenho
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Boca em T


Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Alternando riscos,

Procurando rosto.

Olhos, nariz, boca, queixo.

Orelhas e brincos.

Procurando rosto no vazio oval da cabeça.

Procurando expressão.

De rosto.

De cabeça.

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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

...ouvindo o mar!


...pensando nela...


Ando pensando nela...


Sábado, 21 de Março de 2009

Tempo de leitura

pousado sobre a mesa, um livro aberto
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dunas de folhas

páginas cheias

letras com segredos contados
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sem pressa, vou passear-me no dentro delas
e desvendá-los...
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Domingo, 8 de Março de 2009

Lembrei-me delas


Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Pousei-as




Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

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(continuo sem pouso para ela...)
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Riscos em vermelho

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(hum... não sei se chego ao fim...
onde ponho a menina?)
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Meninas na lua

(e gosto tanto delas assim...)
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No Mundo da Lua













(um risco para a Bárbara e Susana)

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

re-voar II

(decididamente, gosto de retocar.
do defeito, do imperfeito...)
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

re-tocar-me


(Estou a pensar, que este lugar, é bom para descansar...)
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Re-voei








(ficou um pouco estranha...)
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Mas adorei a boleia!!!!



Domingo, 28 de Dezembro de 2008

re-voar

(está na forja, na ponta do lápis...)

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(a pedir um pincel mergulhado num mar de cor...)
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Abraço revisitado

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Sussurra-me só
somente
as palavras que preciso ouvir…
Não te aproximes muito!
A boca perto do ouvido e do abraço,
do bafo, do arfar, do cansaço.
Nada de moralismos ou críticas!
Nem te atrevas…
Nada.
Só.
Somente essas palavras que preciso de ouvir:
- essas, de amigo inconsequente.
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Um rrabisco que me deram...



(Andava eu em vida de avestruz,

quando alguém me reforçou as asas ...)



_ Mãe? Como se chama o pai da Mafalfa?


_ Joaquim.


_ E a mãe?


_ Joaquim.


_ Mãe!


Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

de rrabisco em rr... rrisco




Todos os dias são aniversários de alguéns ou de quaisquer coisas…
Que me desculpe quem gosta de comemorações...

( Perdi a noção de “ano”, de um ano para o outro.
Perdi-me por aí no dia-a-dia, sem pensar que um ano se cumpriria…
O dia acordava quando eu abria os olhos.
Abria os olhos e o dia estava ali… )
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Acordei hoje.
E o dia estava à minha espera.
Maravilhoso!
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Do risco não se fez rrabisco

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Domingo, 15 de Junho de 2008

Limoeiro

























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Consigo caber, perfeita, no parapeito da janela do meu quarto.
A janela do meu quarto tem a dimensão exacta de um esconderijo.
Os esconderijos são proporcionais à dimensão dos segredos.
Abro o segredo da janela do meu quarto.
Abro a janela e aconchego-me no parapeito.
Aconchego-me lá fora no perfume das violetas.
Plantadas às resmas, por eu gostar muito.
Visita-me um melro, em rotina.
Pousa nos ramos altos do limoeiro e entoa melodias matutinas.
Com ele despertam as cores do meu segredo.
Laranja vermelho cinzento azul.
Brilhante sombrio luminoso opaco.
Estendo a mão e o melro voa.
Estendo a mão e apanho o fruto.
Mordo a casca doce do limão e beijo o dia. Perfeito.
E cheiram-me as violetas.
Borboletas vivas sopradas pela brisa fresca de mais uma madrugada.
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Uma café rabiscado




São 5 da manhã. De um dia qualquer, de um mês qualquer, de um ano qualquer. E hei-de contar-vos um dia, a vocês, amigos do peito, o que é viver sem dia, hora, minuto ou segundo sequer. Quando deixar de doer. Quando deixar de doer, eu conto: do tempo em que o tempo se me revelou noutras unidades de medida. Dias e noites. Claridade e sombra. Compassos de espera e instantes.
Só……………………………………………………………….....................

Nos quartos das enfermarias, a morte não dorme: espera e faz companhia. Abeira-se dos corpos entorpecidos, beija todos, com o mesmo carinho…

Enganei-a?! Ah, saí da cama! Vens comigo?! Velar-me a insónia?! Nem penses! Sei velar-me sozinha! Pé ante pé, porque tudo dorme respirando o tranquilo da espera… Não acordes os mortos de amanhã! Enxoto-a. Mando-a deitar-se na cama que dizem ser minha, a tomar conta da Isabelinha. Companheira solidária do espaço da enfermaria e adepta do Sporting. Cancro na vagina. Não merece morrer sozinha. Fica aí, com ela! E fujo. Escapo por um bocado. Quase me rastejo quando passo em frente às outras portas. Das enfermarias. Escancaradas com gente doente por dentro. Tiro os chinelos. O “chinelar “ouve-se quando a morte desperta os sonos… (É a única que nunca dorme, a estúpida!).

Chego ao hall! Respiro. Dum 4ºandar sem jardim. Os jardins estão no 1º piso, onde internam os “mentais”. Esses, têm o acesso mas não podem lá ir. Espreitam a claridade e a sombra por detrás das grades das portas e das janelas. Às vezes, vejo-lhes os braços passeando no espaço com os verdes, muito cá de cima. Prisioneiros desiguais de uma só vida. Estou no hall… Aqui, a luz não nunca se apaga e a morte está na sombra da cama 65. (Deixem-na esperar!). Uma máquina de café. Meto-lhe lá dentro a moedinha. E mesmo de um copo de plástico, soube a mágico… Pendura-se-me do pijama o saquinho ligado ao cateter… Percebi que me libertei dele por o ter esquecido. Mas ainda é cedo. Volto a enfiá-lo na borda da cueca. Assim, embirra menos com o papel e a caneta. Gosto da luz do hall porque me permite ver. Na enfermaria apagam a luz quando a gente não quer.

E alguém mexe por aqui. Ironia: no 4º piso, ao lado da “ala” dos cancros, a maternidade!

São 5 da manhã num relógio qualquer. Alguém vem pôr uma outra moedinha para um outro café: um jovem médico da sala em frente. Sorri-me e diz: isto foi complicado, mas o bebé nasceu bem! Respondo-lhe num sorriso de mãe cansada, uma saúde com café em copo de plástico. Retorno ao corredor escuro e deito-me na cama que a morte me emprestou por uns dias. Aconchego o saquinho na cueca. Ao lado da Isabelinha…

(Tudo o que me apetecia era estar na psiquiatria!).

Ou em casa. A velar-me sozinha.

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Ao "desafio das doze palavras" proposto pelo blog "repensando":
Vou, finalmente, "rabiscar-me".


''Às vezes saio de casa sem destino ou vontade .Tenho que ir e por isso marcho. Nessas alturas, atafulho a mala de ombro de coisas despropositadas, como se fosse de viagem para muito longe. Um livro. Sempre papel com horas de escolha. Cor e textura, pronto. E têm que estar de acordo com a dormência dos dedos. Da mão direita.
(Sempre uma folha de papel manteiga : que se enrola ,estica, escreve, rabisca e recicla...).
Imprecíndivel a caneta. Não uma qualquer. Tem que saber desenhar e escrever. Umas pinturas para decorar em cor.Uns pastéis sem recheio.Levo também um chapéu. E lá vou eu sem bem saber onde vou. Quando lá estou, descanso os meus tesouros ao lado do galheteiro: dali saboreio as últimas novidades em azeite e vinagre. E depois de bem temperada, é daí que rabisco os meus corpos, mãos e pés tortos... Rabisco também o velho batente da minha casa, uma antiga "arabiana": mão de Fatma.
Espero não falhar por não nomear doze. São estes os que indico.
j.
sisi
efe
francisco L
madressilva
nilson

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Um chapéu

Nunca Te darei a outra face Posted by Picasa

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Rabisco IV

Que o vento me dílua,
que me sopre pelo ar;
desfeita em grãos de areia,
viveria para sempre nesta praia,
respirando ao ritmo desigual
deste mar.

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Bailarina

dança
no perímetro da escarpa afiada
trezentos e sessenta graus
de cintura quebrada

Sábado, 15 de Dezembro de 2007

UM ABRAÇO ESQUECIDO

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

BATÔN...

Preparo-me para a festa.
Decoro os lábios.
E pinto um riso alarve!
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

SEM RABISCO

Sem cor.
Preto e branco.
Sem rabisco nem rascunho.

Outra vez, talvez volte.
E vou voltar e ser eu.
Eu - que já não sou.
(Assim aquele -"eu sou"- de antigamente...)

Hoje, rabisco-me a preto e branco.
"Tons" sem cor que ninguém me conheceu.
Mas sou eu.

Parto amanhã.
Deixo-vos alguns abraços.
Volto breve.

Não sei quem vai regressar.
Se for eu, dar-vos-ei outros (abraços...)
em forma de arco-íris e desenharei rabiscos multicores...

Muitas, muitas cores.

Sábado, 20 de Outubro de 2007

ABRAÇOS II

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Dos que me dou.

Sábado, 29 de Setembro de 2007

ABRAÇOS

Dos que me vão dar,
dos que me vão negar,
dos que vou guardar,
para sempre, no meu novo eu.

Domingo, 23 de Setembro de 2007

RABISCO II

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Anjos caídos, sem asas,
pousando em águas turbulentas.
O céu, vazio de almas crentes,
é uma miragem de paz fria,
inexistente.
A única realidade
é a que retenho no espaço
por de dentro das mãos.

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007





e se quando fosse?

e se fosse eu?

sentava-me nas dunas

a repensar